25 Janeiro, 2012

AFS: MUITO MÉRITO DOS VENCEDORES

Um jogo muito interessante de se ver e «regado» a golos onde a boa segunda parte dos visitantes acabou por ser factor decisivo para o volte face que acabou por ditar um triunfo tão saboroso quanto meritório.



Campo da Bela Vista, , e perante a melhor assistência da temporada e onde se notava uma significativa presença de adeptos do Alcacerense.


Árbitro: Fábio Varanda, auxiliado por Luís Vaz e Filipe Santos, trio pertencente ao Núcleo do Barreiro.


Comércio – Morbey; Álvaro (Manteigas, 45m), Filipe, Nuno e Madruga; Fábio Oliveira (Garrett, 82m); Rui Faria (Cavem, 61m), Daniel Baião e Abdul; Carrilho, cap.


Não utilizados: Rafa, Tiago Costa, Baba e António Matos.


Disciplina: Cartão amarelo para Abdul, Carrilho, Cavem e Manteigas.


Treinador: Carlos Chabi


Alcacerense – Charrua; Maradona, Marco Soares, Luca e Dani; Brigues, Gonçalo, cap. e Lince ( Chaló I, 85m); Bernardo (Marinho, 89m), Sérgio e Chaca (Vítor Hugo, 45m).


Não utilizados: Sopa, Cosme, João Mario e Chaló II.


Disciplina: Amarelos a Gonçalo, Bernardo, Vítor Hugo.


Treinador: Miguel Figueira.


Ao intervalo: 2-1


Marcadores: 1-0, por Carilho (8m), com uma oportuna finalização, e ao seu jeito; 1-1, Marco Soares (28m) com um remate de fora da área a surpreender o «adiantado» Morbey ; 2-1, Abdul (31m), após oportuna antecipação o que lhe permitiu galgar espaço livre e à saída de Charrua concluir de forma simples e eficaz; 2-2, Bernardo (68m) a aproveitar da melhor forma a saída em falso de Morbey, após livre do lado esquerdo; 2-3, Vítor Hugo (84m), mais rápido que todos num desvio à boca das redes.


78m – Penalty marcado por Bernardo, a castigar mão clara de Cavem, com Morbey a corresponder com uma boa defesa.


Também há bons jogos no Distrital. Ontem aconteceu na Bela Vista, para satisfação das suas muito bem compostas bancadas. Com cinco golos, com emoção e volte face no marcador, com bons momentos de futebol de duas equipas bem estruturadas, que sabem como e o que fazer à bola, ou não fossem elas constituídas por jogadores que têm escola – muitos destes e nas duas equipas oriundos da formação do Vitória – o que acabou por se reflectir na boa qualidade, a todos os níveis, deste interessante jogo que não ficou a dever nada ao nível do que se pratica por outros patamares competitivos mais elevados.


Ganhou o Alcacerense, e com justiça e como prémio ao seu mérito. Se na primeira metade do jogo tivemos uma contenda equilibrada, com o Comércio, num claro 4.1.3.1, muito eficaz tanto na contenção à manobra do seu opositor como no aproveitamento das oportunidades criadas – daí o seu mérito para a vantagem ao intervalo – já na segunda metade e desde cedo tudo foi mudando porque o Alcacerense com o capitão Gonçalo ao comando – que bela exibição ele fez na Bela Vista – acelerou e tomou decididamente as rédeas do jogo e que, para melhor ainda e a seu favor, soube conduzir pelas faixas, tirando partido da velocidade de Bernardo, irmão do também jovem Kiko do Vitória, e de Marco Soares, também estes duas pedras muito influentes na transição e no aproveitamento dos flancos, as fontes determinantes para os golos que ditaram o triunfo final.


Perante esta reacção e sacudidela alcacerense o Comércio foi-se encolhendo, cada vez mais pressionado e dedicado a tarefas de evitar danos e a perder a capacidade, que tinha tido na primeira metade, da saída rápida para a contra ofensiva. Aqui, pareceu-nos que Chabi foi demasiado conservador e demorado em alterar o seu esquema, permitindo ao seu opositor a consolidação da sua «tendência», o que acabou por se revestir no em termos práticos no golo do empate, na defesa de Morbey ao penalti marcado por Bernardo, e em mais duas a três aflições que só por um triz não ditaram o golo. Contudo, muito mais por mérito dessa capacidade visitante, sobretudo da sua aceleração que sob o comando magnifico do seu capitão Gonçalo acabou por inclinar o prato da balança do jogo para os terrenos mais recuados do meio campo alvi-negro, criando os golos e outros mais embaraços. O Comércio, e apenas na parte final, por Manteigas e já no final em livre de Carrilho, ditou um ar da sua graça, o que foi demasiado pouco e tarde para inverter a tendência determinante da segunda metade do jogo e que acabou por ditar este seu desaire.


Fica mais uma vez e como registo final a qualidade do jogo, com cinco golos como outros bons ingredientes, onde o mérito da reacção e da explosão alcacerense não teve a devida resposta por parte de um Comércio, que ficou muito aquém do que de bom lhe vimos na primeira metade.


Mérito de quem ganhou, de uma equipa – a melhor que vimos esta temporada passar pela Bela Vista - solta, desinibida, rápida nas transições e a que apenas faltou melhor acerto nas conclusão. Mas este Alcacerense é jovem, de boa nota táctica e técnica, com três unidades em grande: Gonçalo, o motor e o melhor do jogo, bem secundado por Bernardo, Marco Soares e com Brigues, muito influente na cobertura defensiva do seu meio-campo. Uma equipa que ontem na Bela Vista soube o que queria e como fazer; por isso ganhou e, sobretudo, pelo seu mérito.


O Comércio, bem na primeira parte; arguto na transposição, defendendo bem, e sempre a espreitar com eficácia a oportunidade. Na segunda parte encolheu-se, e só na parte final, tarde demais, e quando desfeito o trinco e a entrada de Garrett para o lado esquerdo do ataque, ainda ameaçou e, finalmente, chegou-se á frente. Era tarde.

Madruga, Carrilho, ainda que muito desamparado, e Nuno, foram os melhores a todo o tempo.


Árbitro bem na primeira parte; na segunda, registou alguns erros e a deixar ficar no ar muitas dúvidas numa bola que foi à mão de um defesa sadino e já em plena área, e na sequência de um cruzamento da direita de Bernardo.






F.CNovas
setubalense